Para que serve a utopia?

"A Utopia está no horizonte. Eu sei muito bem que nunca a alcançarei. Se eu caminho dez passos, ela se distanciará dez passos. Quanto mais a procure, menos a encontrarei. Qual sua utilidade, então? A utopia serve para isso, para caminhar!"
Fernando Birri (diretor de cinema)
http://www.youtube.com/watch?v=Z3A9NybYZj8

sexta-feira, 20 de maio de 2011

UM DIA VOCÊ APRENDE...


... que não importa em quantos
pedaços seu coração foi partido,
o mundo não pára para que você o conserte.

(William Shakespeare)


KEEP WALKING...

CARPE DIEM!

sábado, 14 de maio de 2011

LUTO

Uma vez um professor de literatura falou  que não importava o quão triste você estivesse. O quanto sua perda lhe fosse dolorida. O mundo continuaria do mesmo jeito. As padarias abririam. As crianças iriam para as escolas. Haveriam os mesmo carros nas ruas. Tantos que a falta de um passaria totalmente despercebida pela maioria. Pessoas bravas. Pessoas felizes. Pessoas nasceriam e mais outras morreriam...

Você olha ao seu redor e parece estar tudo do mesmo jeito. Você olha pra dentro e sabe que tudo mudou. Que nunca mais será do mesmo jeito...

Eu nunca vou entender como o mundo pode continuar do mesmo jeito enquanto eu desejo dar um stop em tudo e tentar entender. Buscar as respostas para tantos "Por quês?" e "E se...?".....


 "Quando eu lhe dizia,
Eu me apaixono todo dia
É sempre a pessoa errada
Você sorriu e disse
Eu gosto de você também


Só que você foi embora
Cedo demais..."

domingo, 8 de maio de 2011

Tédio do domingo à noite. Um mal já consagrado. Acho que é pior depois de dias festivos. Páscoa, dia das mães, dia dos pais, ou qualquer outra data que o comércio aproveita para lucrar mais.
No início é uma festa. Família reunida, aquela comilança, churrasco, macarronada, farofa, maionese, salada, frango assado, um pouco de tudo! Depois ainda vêm os doces: pudins, bolos, tortas... E tem ainda a criançada correndo, se batendo, chorando... Família!
A casa fica uma bagunça. Louça suja pra todo lado. Nessas datas são tiradas todas aquelas louças que não são usadas normalmente. Mas essa não é a pior parte. Não. O pior é o tédio que vem depois. Na TV, nada digno de se assistir, com sorte, um filme mais ou menos na TV fechada de quem não assina os telecines.
Vejo-me forçada a recorrer à internet. No meu computador encontro fotos de anos atrás. Ah esse mudo digital! Fotos nem tão antigas, mas distantes pela distância que deixaram. Distância de amigos, paqueras, baladas. Quantas histórias. O que era só tédio, torna-se também nostalgia.
Para acompanhar, músicas que regam de melancolia o momento. Coisas do tipo Roupa Nova, e umas nacionais que nem ouso citar... Não. Não conto para ninguém.
Algumas conversas no MSN. Tentativas de falar com gente que não falava há tempos também. E o celular vira uma arma. Começa a tentativa de ligações, mensagens... Pico do tédio, nostalgia e carência!
Penso em comer novamente para me distrair... Mas lembro da esteira e de como demorariam horas para eu gastar as calorias que comeria em poucos minutos!
Desisto de comer. Desisto do domingo. O tédio está instalado. Rendo-me ao sofá e a TV. Junto-me aos mortais que aguardam pela segundona e fantasticamente suportam os programas da TV aberta...

sábado, 7 de maio de 2011

E SE A CONVERSA FOSSE ASSIM???

Guida - Frida, e aí, como foi a noite com aquele gostoso de ontem?

Frida - Ah, Guida, foi bacana, mas acho que ele não é cara para se levar a sério não. Muito fácil, sabe? Acredita que saindo do bar, propus da gente ir num motel, ele até tentou se fazer de difícil, mas foi só jogar uma conversinha que ele caiu e lá fomos nós. Fiz o papel de mulher atenciosa, conversamos, parei para ouvi-lo, fui preparando o campo para deixá-lo mais a vontade...

Guida - E aí???? Rolou???

Frida - Rolou, lógico!!! Esses caras de hoje em dia andam muito fáceis.

Guida - É mesmo! Eu também saí com um cara outro dia. Ele até era bacana, mas bebia demais e depois ainda caia na pista pra dançar, falava com todo mundo, sei lá, acho que esse tipo de homem é muito saidinho... Legal pra curtir uma noite, mas também acho que não dá pra levar a sério...

Frida - É amiga, mas enquanto não encontramos o cara certo, vamos nos divertir com esses errados, não é mesmo?

Frida - Ah, com certeza!!!

domingo, 17 de abril de 2011

INÍCIO DE RELACIONAMENTO

Muito difícil! Você pensa: se eu ligar ele pode pensar que estou desesperada, ou que estou fácil demais. Mas pensa também que se não ligar pode parecer desinteressada demais e perder o cara.

Qual a medida certa? Existe mesmo? Muitos responderiam com o famoso e previsível: “Segue seu coração.” Meu coração??? Ele é totalmente desvairado! Se eu segui-lo, aí sim espanto de vez o cara. Mandaria mensagens melosinhas de cara, falaria de músicas! Pois é, não pode! E tentando parecer o mais sensata possível, fico me segurando, medindo as palavras e tentando parecer eu mesma. O segundo conselho provável. “Seja você mesma!” Ser eu mesma? Nããão! Seria mostrar que sou estabanada, falo muita bobagem e dou umas patacoadas que acabo tentando esconder com umas gargalhadas também não muito charmosas.
Uma farsa! É isso. Ninguém tem coragem de dizer assim, com essas palavras, mas é o que te induzem a ser. “Não faça isso. Não faça aquilo. Não ligue ainda. Espere mais um pouco para enviar uma mensagem. Não fale sobre isso. Não mostre este seu lado. Sorria, seja simpática e até um pouco engraçada, mas sem parecer piadista demais. Cruze sempre as pernas. Seja charmosa. Ofereça-se para dividir a conta, mas permita que ele seja gentil e sinta que está dominando a relação.”
E começa assim. Você é a bonequinha que todo homem queria. Mas como manter tudo isso por muito tempo? Ou você está tão desesperada que resolve mudar até mesmo o que é para ficar com alguém, ou não conseguirá manter isso por muito tempo. Voltamos ao “seja você mesma”.
Acho que a coisa está em ser você mesma, mas com uma maquiagem sutil. O começo deixa aquela ansiedade latente que dá vontade de chegar logo e perguntar: você vai mesmo querer ficar comigo? E ainda ficar enviando mensagenzinhas, afinal, quem é “visto” sempre é lembrado... Melhor não. Sem deixar de ser você, segure a ansiedade.
Uma mensagem por dia, ok? A dica é colocar uma pergunta que induza a continuidade das mensagens. Se não tiver mais perguntas, sem mais mensagens nesse dia! É melhor também segurar as pontas e esperar por uma iniciativa dele agora.
E se a iniciativa não vem??? Se não vem, esquece, amiga!!! Porque o cara ou é gay, ou é mole e lerdo, ou realmente não tá a fim, e em nenhum desses casos você está a fim de investir tempo, maquiagem e perfume, não é mesmo? Isso sem contar no desgaste emocional. Não vale a pena!
Ok, ele é uma gracinha. Dança de uma maneira desengonçada que você adora. É super simpático e fala coisas que você sempre quis ouvir. É, eles fazem isso mesmo! Mesmo sem estarem a fim, ou apaixonados como às vezes pensamos. Os caras são bipolares, minha rápida e leviana conclusão. Não vou entendê-los nunca, é o que eu acho.
O que sei é que quero e preciso estar com alguém que queira estar comigo MESMO e seja capaz de perceber que teve muita sorte em me encontrar mais do que o contrário. E quando isso acontecer, as ligações e mensagens estarão liberadas devido à reciprocidade! ;)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

FAZ PARTE DO MEU SHOW

Porque eu estou sempre procurando e quando encontro não é mais o que eu quero. Quero sempre o impossível, o inatingível. Como uma criança mimada, sim. Quero. Choro. Esperneio. Faço drama. É o meu drama. Particular. Então dialogo com os personagens que eu quiser. Invento. Deliro.
Porque eu quero mais que encontrar. Quero entender. Quero que faça sentido. Preciso de coerência. Sempre. Sim, eu sou assim. Um poço de desejos irrealizáveis, utópicos. E é assim que continuo caminhando...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

CONVERSAS COM O ESPELHO - PARTE 10


Fazia tempo que meu coração não batia tão forte. Por que é que de repente tantos clichês estão fazendo sentido na minha vida? “Quando você acha que tem todas as respostas, vem o mundo e muda todas as perguntas”.
Eu estava decidida de que Victor era realmente o homem da minha vida. Meu emprego não era o emprego dos sonhos, mas era estável. Sim, eu parecia finalmente estar realizada e agora essa avalanche que arrasta a estabilidade recém-encontrada. Desempregada, com um certo asco daquele olhar de homem paternalista do Victor e com o coração com ataque de estupidez, querendo disparar por um cara que não merece nem um canto de olhar.
Foi por acaso. Estava perambulando pelo shopping com as crianças, já que agora meu tempo ocioso me permite esse luxo, e quem é que aparece? Ele! Novamente ele, com aquele sorriso cheio de dentes. Derrubei uma pilha de ursos pelúcia de susto, de medo, sei lá. Tentei fingir naturalidade, mas não sei se convenci pela pressa com que chamei as crianças dizendo que precisávamos ir embora.
Foi aí que ele me surpreendeu, de uma forma previsível, mas surpreendente. Me pegou pelo braço e disse “Você está linda! Que saudades de você.” Tremi inteira e para fugir da situação dei um grito com Paulinho, mas não sei ao certo o porquê. Disse que estava com pressa, e ele “a gente podia se ver, pra conversar...” Saí dizendo vários “sins” e esquecendo exatamente o motivo de eu estar ali, comprar o tal presente de aniversário para o amigo do Pedrinho.
Teria sido a saída perfeita não fosse a Júlia gritar “Manhêêê e o presente pro Pedrinho levar no aniversário?” Sorte minha ele ter tido a descrição de já estar saindo da loja. Com direito a um sorriso cafajeste com piscadela. Ahhhh!!!
Deixei Pedrinho escolher um brinquedo caríssimo. Deixei? Na verdade quando me dei conta do valor já era tarde demais e então, para não parecer ainda mais desequilibrada, deixei. Passei no cartão do Victor. Pronto. Agora estou no cenário perfeito para as piadinhas machistas sobre mulheres consumistas gastando o salário dos maridos no shopping durante a semana. E nesse momento isso era o que menos me atormentava.
Resolvi liberar um sorvete numa quinta feira antes do jantar. Eu precisava esfriar a cabeça, mas quanto mais parada, mais eu pensava e mais atormentada e confusa eu ficava. Por que é que esse cara tinha que ressurgir justamente agora? E por que é que ele continuava tão charmoso?...
“Você está estranha, mamãe.” o Pedrinho disse, achando muito divertido ver o sorvete derreter todo na minha mão.

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