Uma casa com
jardim, dois filhos, um marido amoroso e um cachorro brincalhão. Assim, clichê
e piegas, mas com flores amarelas e muito verde, por favor... pode ser pra
viagem!
Para que serve a utopia?
"A Utopia está no horizonte. Eu sei muito bem que nunca a alcançarei. Se eu caminho dez passos, ela se distanciará dez passos. Quanto mais a procure, menos a encontrarei. Qual sua utilidade, então? A utopia serve para isso, para caminhar!"
Fernando Birri (diretor de cinema)
http://www.youtube.com/watch?v=Z3A9NybYZj8
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
segunda-feira, 16 de julho de 2012
DIÁRIO DE VIAGEM!
Segunda feira – 09/07/2012
– Vôo das 13h59 rumo ao Rio de Janeiro. Trajeto aeroporto – Copacabana R$12 no “frescão”
e quase 1 hora de voltas pela cidade maravilhosa. Vista para o mar, ok!
Procurar o hostel com duas malas, nada ok! Eu ainda vou comprar a mala de
rodinhas!!! Hostel achado. A primeira impressão nem sempre é a que fica. Quarto
apertadinho. Banheiro coletivo. Tudo bem, estamos no Rio!!!! Água de côco a
beira mar. Frio. E os 40 graus não funcionam também em julho, é isso? Primeira
lição: sempre leve mais que uma calça e uma malha fina. Sempre! Noite de
segunda feira tranquila. 3 porções “lights” para 3 pessoas. Camarão, torresmo e
cebola. Só para petiscar. Conversas na madrugada do hostel. O fato de ser tudo
meio apertado facilita muito as amizades. Ou se faz amizade, ou se entra em
guerra com alguém, como sou da paz, fiquei com as amizades.
Ainda no Rio, café a
manhã estilo bandejão. Táxi. Ingresso comprado para subir o Corcovado – R$44,
para mim que ainda sou uma estudante, R$22 – e uma espera de 2 horas! PF a
R$10. Arroz, feijão preto, lóóóógico, macarrão e frango com quiabo. Good! Subida
para o Corcovado, o frio já tinha me proporcionado uma bela dor de garganta, mas
o samba ao vivo chegando láááá em cima levanta até defunto. Brasil!!! Lá em
cima, palavras ñ descrevem. Uma das paisagens mais lindas que já vi na vida. Lindo.
Lindo. Lindo! E gente de todo o mundo. Uma torre de babel. Depois, Pão de açúcar. Pôr-do-sol espetacular!!! Não consigo
escolher entre Corcovado ou Pão de açúcar. No Pão de açúcar, uma subida que
custa R$53, mas que no fim, vale a pena (apesar de eu achar meio
exploração...). O frio estava acabando comigo. Farmácia, remédios. Hostel. Banho.
E uma amizade conquistada de maneira bastante sútil, minha característica mais
marcante. “VOCÊ É ARGENTINO?!?!” Não, ele ñ era e na verdade a camiseta era do
Uruguai, mas ficou a amizade! E lá fomos para a Lapa. Boteco ao ar livre com os
arcos da Lapa como cenário. Torre de chopp. Novos amigos. Papo bom. Táxi e uma
proposta de casamento. Ainda estou pensando no assunto, Ralph. X-Burger de madrugada
e um carioca maluco “na realidade”. A vida pode ser mais simples do que
pensamos, classe média!
Quarta feira,
arrumação, rodoviária e uma sonequinha gostosa rumo à Búzios. Cidade graciosa.
A rodoviária é a rua. O Hostel fica a 5 minutos dali. Eu definitivamente vou
comprar uma mala de rodinhas (depois dessa viagem, talvez em abril do ano que
vem, quem sabe... rs). Check in e uma taxa de R$ 5 para internet??? NÃO! Rs. Almoço
em grande estilo! Peixe, molho de camarão... praia! Pôr-do-sol. Sonequinha no
hostel. Bata frita com cheddar e bacon, cervejinha, bar mexicano e depois uma
micareta anos 90... rs.. bonzinho! Ah, estamos em Búzios, uma cidade que não sei mais se fica no Brasil ou na Argentina. Quantos argentinos!!!
O povo local me
confunde, cada um indica uma praia e acabamos caminhando por vários 10 minutos
até a praia da Ferradura. Lindinha. Sonequinha na praia. A-DO-RO! Pastel a R$4.
Good! Era um mini pastel. Na rua das pedras, amizade com um buziano que nos
levou para conhecer a cidade e indicou novas praias. A chuva com vento, raios e
trovões impediu qualquer curtição maior que salgadinho chips, água e tv no
quarto do hostel. Boa noite.
Passeio de barco a
R$30 com open bar de refri e água. Frio. Vento e um dia que foi se fechando
para o sol, mas Brasil e praia é sempre curtição. Almoço no subway a R$5,95. A
noite, Festival Gastronômico! Nhoc de espinafre com molho de camarão e alho
poró foi o meu preferido. Show das Mulheres de Chico! Muito bom!!! Pagode
miado. Noite encerrada.
Manhã nublada. Caminhada
até a praia. Cenários lindos. Fotos. O sol começa a se mostrar. Vem, seu
lindo!!! E por que mesmo eu decidi não colocar a parte de baixo do biquíni? Dica
número 2: na praia sempre saia com roupa de banho. SEMPRE. Sorte minha estar na
cidade em que as lojas são de fábrica e os biquínis são baratos. R$15 a menos
no bolso e problema resolvido. Praias lindas. Cervejinha. Brasil, praia, sol,
amiga, curtição!!! Almoço japonês! Pôr do sol a beira mar. Última noite: Feira
gastronômica: Paeja Valenciana. Bar underground. Vip para a balada. Fila. Detesto
fila. Barzinho bacana e um convite irrecusável. Champanhe e música boa. Fim de
noite. Fome. “Um pão com salame e queijo, por favor”. Não concebido. "Mamá, café?!?!?!?"...
Energias esgotadas. Hora
de ir embora. Busão e um motorista muito louco. Enjôo e dor de cabeça. Aeroporto
enorme. Bob’s. Embarque, vôo. Campinas. Agora estou me lembrando o que é frio
de verdade!!! E cá estou de volta pro meu aconchego, mais pobre, mais gordinha,
cansada, adoentada e com a certeza de que tudo isso valeu a pena!
domingo, 17 de junho de 2012
domingo, 27 de maio de 2012
Domingo
Almoço
de domingo. Restaurante. Foi mais difícil deliciar-me com os pedaços de carnes,
palmitos e saladas no meu prato ao ver crianças de rua pedindo esmolas e, ao
entrarem no restaurante serem “convidadas” a se retirar do estabelecimento para
a tranquilidade dos clientes.
Então
é assim. O que os olhos não veem, o coração não sente. E se vejo muito,
acostumo-me. Saída necessária para sobreviver à barbárie humana que legitimamos
a cada dia com o discurso do mérito.
Três
crianças. Idades, imagino eu, entre 7 a 14 anos. Penso na história de vida
delas. Nasceram na rua? Abandono? Fuga de uma realidade mais cruel que a rua e
o olhar de desprezo dos seres humanos que se sentem superiores à fragilidade
humana?
Qual
o futuro que lhes espera diante de uma vida no qual o seu esforço deve ser o de
garantir algo para comer e sobreviver a cada dia?
Que
sentido pode lhes fazer a escola? Local que deveria criticar esse sistema
nojento de exclusão que o capitalismo instaurou, mas que, na maioria das vezes,
apenas o serve de maneira muito eficiente legitimando o discurso do esforço e
da meritocracia. “Se ele tem dificuldade,
que se esforce mais”.
Tornamo-nos
seres humanos cruéis, impassíveis ao outro, às diferenças e dificuldades. Legitimamos
todo dia o ilegitimável com o discurso do mérito. Porque NÃO, não tem pra todo
mundo. Esta é a ordem básica do sistema. Sempre haverá os que não têm, numa
busca constante de um querer imposto, para manter uma minoria poderosa que se
tranca em condomínios e carros blindados a fim de não enxergar a barbárie que
construiu, constrói e construirá com sua lógica, tão racional e pouco humana,
meritocrática.
Sempre
pensei a educação como forma de resistência a tudo isso, mas falar sozinha no
meio da multidão é muito difícil. Consigo apenas ouvir dos mais velhos, tão
mais sábios, que vou crescer e a maturidade me trará a tranquilidade necessária
para deliciar meu almoço sem me incomodar com a pobreza humana bem diante dos
meus olhos. Tomara que não.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
RACIONALIDADE E FÉ
Não é que eu não tenha fé. Apenas não consigo
viver uma fé religiosa medieval, incapaz de questionar qualquer coisa e que admite
intolerâncias em nome de Deus.
domingo, 8 de abril de 2012
Classe Média sofre - Parte 2
Parte 1
E lá se foi mais um feriado religioso no nosso estado laico. Um viva à diversidade religiosa, mas não venha mexer no meu feriado! Ah esses dias de folga que a gente aproveita para encarar um engarrafamento extra até a praia.
E lá se foi mais um feriado religioso no nosso estado laico. Um viva à diversidade religiosa, mas não venha mexer no meu feriado! Ah esses dias de folga que a gente aproveita para encarar um engarrafamento extra até a praia.
Para quem fica, supermercados lotados em busca de bacalhaus e ovos de páscoa. Churrasco? Na sexta feira não pode! Mas uma bacalhoada cai muito bem, obrigada. E tem também os chocolates transformados em ovos com a promessa de serem entregues pelos pobres coelhos que se tornam ovíparos nessa época do ano.
As indústrias da guloseima devem adorar! 200 gramas de chocolate em forma oval sofrem um acréscimo (beeem sofrível no bolso do pobre trabalhador brasileiro) de uns 500%... Mas como explicar para as crianças que o chocolate na barrinha é o mesmo? Aí entram "as facilidades" dos mercados em oferecer a venda de ovos de páscoa em 10X sem juros no cartão. Você ainda paga pelo estrago desse coelho modificado geneticamente quando já está sendo chamado a contribuir com o Papai Noel, que de bom velhinho também não tem nada. Ele deve querer se vingar. Vivendo num país tropical, em pleno dezembro tendo que vestir aquela roupa vermelha felpuda e aquelas botas ele deve mesmo querer que todo mundo se F$#@ prometendo muitos presentes para as criancinhas, o que vai estourar, mais uma vez, no nosso orçamento.
Mas e daí, né? Problematizar pra quê? Vamos rir e ser feliz! Opinião é bobagem mesmo. O que importa é que o "Pão e circo", quero dizer, a Páscoa e o Natal estão aí pra isso, mesmo num estado laico.
E a classe média? Ah, sofre, viu!
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