Sabadão...
Acordei antes das 8h com uma chuva torrencial que caía...
Pensei em trabalhar, academicamente falando, mas o dia instigava à preguiça com cobertas e travesseiro.
Fui procurar algo para ver na TV. Estava começando “Doce novembro” e então me entreguei ao sofá, chá quente e cobertinha... Logo eu que estava decidida a não me render mais às comédias românticas e romances.
Mas quem é que não gostaria de viver um doce novembro? Aprender com Sarah que não é possível controlar tudo. Que mais cedo ou mais tarde a utopia do controle sobre a vida cede lugar à realidade, mais emocionante e mais assustadora.
“Não era pra você se envolver”. Frase mais absurda! Quando foi que as pessoas se esqueceram da raposa do pequeno príncipe – “você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa.”?
Como é que uma pessoa pode resolver trocar sorrisos, carícias, beijos e abraços, pode tornar-se uma só pessoa com você e te pedir para não se envolver?
Nada melhor do que cativar, ser cativado. Tornar-se cúmplice. Poder perder o controle, cometer loucuras, não importa o tempo do seu doce novembro.
“A carne é fraca, mas você tem que ser forte, é o que recomendam todos. Tente, ao menos de vez em quando, ser sexualmente vegetariano e não ceder às tentações. Se conseguir, bravo: terá as rédeas de seu destino na mão. Mas se não der certo, console-se. Criaturas que derretem-se, entregam-se, consomem-se e não sabem negar-se costumam trazer um sorriso enigmático nos lábios. Alguma recompensa há de ter.”
Martha Medeiros




